quinta-feira, 27 de maio de 2010

UNIBR abre inscrições para Vestibular


Julho significa férias, mas para muitos, pode ser um período de novas oportunidades, como por exemplo, ingressar em uma faculdade.
Para o diretor geral da Unibr, prof. Danilo Nunes, os candidatos que prestam o vestibular no meio de ano, preponderantemente não são alunos recém formados no Ensino Médio. Ressalta ainda tratar-se de excelente oportunidade para aqueles que precisam e querem continuar os seus estudos, buscando uma diplomação superior, fato que, ainda, infelizmente, atinge uma pequena fatia da população ativa do Brasil”.

Na Unibr, o vestibular de meio de ano será no dia 19 de junho, às 14h, localizada na Avenida Capitão Mor Aguiar, nº. 798, Bairro Centro, em São Vicente.

Os cursos oferecidos são: Administração, Comércio Exterior, Letras, Ciências Contábeis, Gestão Ambiental, Petróleo e Gás, Gestão Portuária, Gestão Financeira e Gestão de Recursos Humanos. Todos os cursos proporcionam vagas noturnas, (administração também oferece vagas no período diurno). O Valor da taxa de inscrição é de R$ 20,00 reais e deve ser feita pelo site www.unibr.com.br, ou Setor de Atendimento ao Aluno. Para mais informações 0800.771.1213 ou 3569.8200

Juliana Molinari

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Ilha Diana


Os alunos do 7º semestre de turismo da Unibr, sob orientação da professora Rosa Maria Tamizari, fizeram um estudo do potencial turístico da Ilha Diana, localizada em Santos.

Pautado na preocupação da questão autenticidade, se faz necessário um estudo mais aprofundado da fomentação do turismo em quaisquer regiões. O impacto causado nas populações poderá ser indelével, descaracterizando para sempre a cultura de uma comunidade receptora. Por isso, respeitar o ambiente onde essas comunidades estão inseridas é a palavra de ordem.

O turismo pode e deve trazer benefícios culturais como a promoção da cultura e a sua sobrevivência, renovada pelo interesse despertado pelos turistas, a revalorização dos costumes locais e uma maior troca cultural. Tudo isso pode ser possibilitado e bem administrado através do Turismo de Base Comunitária que prevê requisitos importantes baseado no tripé: planejamento, preservação e sustentabilidade.

Proposta do Projeto

Estudo para diagnosticar a situação atual do núcleo comunitário Ilha Diana, através de levantamentos de dados identificando suas potencialidades, e orientando-os ao fomento de Turismo de Base Comunitária.

A partir desse estudo, identificar quais são os possíveis atrativos que a comunidade em questão tem para oferecer, e transformá-los em produtos turísticos.

Localizada na Foz do Rio Diana, na Área Continental de Santos, o bairro Ilha Diana é um exemplo de povoado caiçara, que hoje ainda subsiste, embora com dificuldades.

A comunidade da Ilha Diana é formada pela miscigenação de indígenas, colonizadores portugueses e em menor escala de escravos africanos.

Dentro desta complexidade, escolhemos como objeto de nosso estudo a comunidade da Ilha Diana, por se tratar possivelmente do único grupo que apresenta elementos ainda vivos da cultura caiçara e do turismo de base comunitária, em Santos.


Professora Rosa Maria Tamizari

quarta-feira, 19 de maio de 2010

UNIBR promove evento cultural


A UNIBR realizará a II Virada Cultural, ou melhor, a Semana Cult 2010. É o novo nome do evento organizado pela Faculdade de São Vicente. Comprometida com a cultura local e global, saindo dos limites estabelecidos pelas salas de aulas, a UNIBR criou esse evento destinado a apresentação de manifestações culturais, produto de trabalhos dos alunos, professores e toda a comunidade acadêmica.



A proposta da UNIBR é criar um espaço interativo de produção acadêmica, que leva cultura e entretenimento aos alunos e a população da região. “Desenvolvimento X Sustentabilidade da Baixada Santista" é o tema da Semana Cult 2010. As atrações do evento são palestras, músicas, danças, intervenções teatrais, mágicas, bandas e o Lançamento do Projeto RevelaAÇÃO.



Nomes conceituados na região ministrarão as palestras, como o Delegado Federal Protógenes Queiroz, que comandou a Operação Satiagraha, o Deputado Federal Márcio França, o Secretário de Meio Ambiente de Santos, Fabio Alexandre Nunes, o Fabião, a vereadora Telma de Souza, entre outros.



Oficinas, mini-cursos, exposições, teatro, festivais gastronômicos também fazem parte da programação da Semana Cult. Dentre as apresentações, diversos artistas dos projetos da Secretária de Cultura de São Vicente se apresentarão e o encerramento da Semana será feito pela banda Carlos Bronson.



Com o apoio da Secretaria de Cultura de São Vicente, a Semana Cult 2010 da UNIBR acontecerá entre os dias 31 de maio e dois de junho, a partir das 8h, no período da manhã, e a partir das 19h30, no período da noite, nas salas, pátios e ginásio da Faculdade.As inscrições já estão abertas pelo site, www.unibr.com.br.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

UNIBR firma parceria com Secretaria de Esportes


Com o objetivo de consolidar o papel institucional da Unibr, a Diretora Acadêmica Solange Padilha e Márcio Grima, coordenador dos Projetos Sociais, reuniram-se com o Secretário Adjunto de Esportes de São Vicente, Paulo Sérgio Carvalho de Nascimento, e o assessor parlamentar, professor Irapuan Ruas, para firmarem parceria em Projetos Sociais.

“Projeto Guri” e “Educantar” são os primeiros projetos no qual a Unibr participará. A reinuão acontecu no ultimo fim de semana, no Centro Esportivo Robinho.

Os 60 meninos, de oito a 13 anos, que fazem parte do Projeto Guri, serão os novos atletas das equipes mirins de futebol de salão da Unibr. Já as crianças do Educantar, que possuem a mesma idade, formarão o Coral da Faculdade. Todos são da comunidade vicentina.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Alunos da UNIBR fazem Imposto de Renda


Os alunos da Unibr auxiliaram na confecção do Imposto de Renda da comunidade de São Vicente. Foi o Projeto Safári 2010, desenvolvido pela Escola de Negócios da Instituição, sob coordenação da Professora Marta Rufino e idealizado pela Professora Creusa Santos.

Os 80 alunos voluntários da Unibr que participaram do Projeto tiveram um mês de treinamento, onde aprenderam como abordar o cliente e quais eram os documentos obrigatórios para elaboração do IR. O treinamento foi dado pelas professoras Marta e Creusa.

O Projeto Safári foi criado com o objetivo de proporcionar vivencia ao aluno do atual mercado de trabalho, ou seja, desenvolver na prática a teoria aprendida em sala de aula. A atividade envolveu alunos dos cursos de Administração de Empresas, Ciências Contábeis, Marketing, Logística e Turismo.

“Para os alunos, foi um ganho inestimável de conhecimento, além da oportunidade de exercer a cidadania e, principalmente, a integração dos alunos de outros cursos”, afirmou a professora Marta.

A comunidade ainda teve a oportunidade de usufruir do serviço com um custo simbólico de seis reais para ter acesso a outras informações. Outros professores voluntários que também colaboraram para o sucesso do Projeto foram Sérgio Carvalhal, Márcio Grima e Rosana.

“A duração do projeto foi de seis sábados subseqüentes e aconteceu com a participação de pelo menos 15 alunos por períodos. Os alunos já mostraram saudade dessa atividade”, ressaltou a Coordenadora do Projeto.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Pequenos podem adotar regras contábeis internacionais

Por Marco Antonio Papini

O Conselho Federal de Contabildade aprovou, em dezembro de 2009, a norma contábil (CPC-PME) para as pequenas e médias empresas, derivada da IFRS for SMEs, e que estava sendo analisada pela IASC (antiga IASB), desde o ano de 2003.

A primeira versão desta norma contábil ainda é muito recente para avaliarmos se trará benefícios ou malefícios, pois, em alguns casos, a simplificação da norma poderá trazer dúvidas e interpretações errôneas, em vez de simplificar a elaboração das demonstrações financeiras. De qualquer forma, este é um grande avanço que, ao longo dos anos, deverá ser consolidado.

A grande vantagem desta norma é a desmistificação de que as normas internacionais de contabilidade não são aplicáveis às pequenas e médias empresas. A complicação maior envolvendo as normas internacionais ocorre nas grandes empresas, que realizam operações mais complexas.

Na verdade, a implantação das normas internacionais de contabilidade nas empresas de menor porte é mais simples do que parece, se estas tiverem uma contabilidade organizada. Ocorre que, em muitos casos, a contabilidade das empresas mal atendia à legislação fiscal, quanto mais à legislação societária.

As empresas de auditorias nacionais e internacionais já auditam diversas empresas internacionais de pequeno e médio portes, que preparam suas demonstrações contábeis conforme a legislação brasileira, e de acordo com as IFRS para o exterior. Nem por isso elas possuem um custo de processamento contábil absurdo.

Ademais, a própria definição do que vem a ser uma pequena ou média empresa é extremamente subjetiva, mesmo quando são utilizados critérios quantitativos, tais como receitas, ativos, número de empregados e patrimônio líquido. Para esta norma, no entanto, as pequenas e médias são aquelas que não têm capital aberto, mas divulgam suas demonstrações financeiras para usuários externos.

No Brasil, este grupo é representado por grande parte das empresas. São elas as de capital fechado, as entidades que devem prestar contas aos órgãos reguladores e as limitadas, que dependem do capital de terceiros para financiar suas operações, por exemplo.

Ou seja, uma empresa com capital aberto nunca poderá utilizar este pronunciamento, exceto se uma regulamentação específica vier a permitir.

O objetivo da norma “PME” é informar para um grande número de usuários sobre a posição patrimonial e seu desempenho, bem como a geração de caixa, porém sem fornecer dados específicos que o usuário da informação contábil deseje obter.

Viu-se publicado recentemente que este pronunciamento consolida todas as normas da IASB em 203 páginas, enquanto as IFRS para as outras empresas contêm mais de 2.000, dando a entender que isso, por si só, é um fator simplificador na elaboração das demonstrações financeiras.

Apenas a prática vai demonstrar se realmente vale a pena elaborar demonstrações financeiras de acordo com a norma SMEs. A essência das normas da IASB não foi alterada, ou seja, a primazia da essência sobre a forma, assunto que tem deixado os contadores bastante preocupados, continua prevalecendo na elaboração das demonstrações financeiras. Também não foram abolidos o regime de competência, o balanço patrimonial, a demonstração do resultado e a demonstração dos fluxos de caixa.

A norma reconhece que após dois anos ela própria deverá ser revista, pois após este período, um grande número de entidades deverá ter publicado suas demonstrações financeiras de acordo com esta norma e, com isso, poderão ser analisados seus pontos fortes e fracos, havendo alterações quando necessário

Parece claro, no entanto, que sua simplificação se alicerça em cinco tópicos:

1. Alguns assuntos foram omitidos, pois não são atividades típicas deste segmento de empresas.

2. Utilização de alguns tratamentos alternativos não permitidos.

3. O reconhecimento e a mensuração dos princípios estão confusos e complicados.

4. Há excesso de notas explicativas.

5. A apresentação das demonstrações financeiras também requer uma abordagem mais clara e simples.

O que de fato é importante nesta norma é que a IASB começa a se preocupar com as médias empresas — exceto as pequenas —, administradas por seus sócios, que possuem pleno conhecimento de suas operações, ou pelo menos deveriam possuir.

Diante disso tudo, parece não haver condições de implantação desta norma no Brasil antes de 2011, até porque 2010 será crucial para as empresas de capital aberto no Brasil e para os profissionais da área contábil, já que nesta data, todas as IAS/IFRS deverão estar introduzidas por meio dos CPCs, normas emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis. Além disso, 2010 será o ano de transição para as normas da IASB nas empresas registradas na Comissão de Valores Mobiliários.

Para grande parte das médias empresas, a introdução da norma PME é igual à aplicação das normas completas da IASB, pois não existe um grande grau de complexidade na elaboração destas demonstrações financeiras.

A adoção de normas financeiras internacionais para elaborar as demonstrações financeiras será bem vista pelos seus usuários externos, pois haverá uma padronização em termos globais, e servirá para desmitificar que a elaboração de demonstrações contábeis com padrões internacionais tenha um custo exorbitante.

Os usuários externos também refletirão com mais propriedade a posição patrimonial e financeira das entidades. É fato que as primeiras demonstrações financeiras IFRS, para as entidades que adotavam a legislação fiscal brasileira como prática contábil, trarão enorme impacto patrimonial em sua adoção.

Mas, trazendo ou não impactos patrimoniais, as pequenas e médias empresas devem urgentemente iniciar o processo de implantação das IFRS, (Lei 11.638/07 e CPC), seja o arcabouço completo ou o CPC-PME, pois muito rapidamente os stakeholders irão exigir demonstrações contábeis neste padrão, e os recursos financeiros de terceiros se tornarão escassos ou inexistentes para as empresas que negligenciarem a modernização da contabilidade.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

O leão adormecido

O contador deve estar atento a todas as modificações que ocorrerem no país em que labora. Ele deve permanecer efetivamente ativo em sua atuação profissional, de modo que contribua no universo empresarial, não só com números de resultados financeiros elevados, mas também proporcionando soluções em decisões gerenciais. E ainda diversificar seus conhecimentos, a fim de atuar firmemente na prevenção de possíveis falhas ou fraudes no sistema de informação contábil.
O contador não é apenas um ser que "deduz o Imposto de Renda". É um cientista de situações patrimoniais, um ser com conhecimento acadêmico e técnico, dotado de lisura suficiente que o permita fornecer os melhores diretivos para os gestores de empresas. Este profissional é aquele conhece todos os ciclos operacionais das transações efetivadas e que deve opinar sobre a melhor maneira de conduzi-las, objetivamente, viabilizando a tomada de decisões com eficiência para o empresário.
Com as recentes descobertas de fraudes financeiras, está aprovada a máxima "é melhor prevenir do que remediar". Então por que não deve o contador trabalhar de modo atuante, em vez de se ater somente à conferência de demonstrativos contábeis ou até de efetuar relatórios financeiros empresariais?
A sugestão é que este leão adormecido desperte de seu sono profundo e resolva agir com firmeza e lealdade em todas as situações (não se deixando envolver por grandes somas de numerários que porventura estejam "fáceis", ao alcance de "seu bolso"), tal qual o símbolo de nossa categoria demonstra:
- O caduceu, que representa o equilíbrio moral e de boa conduta do contador, em sua ética profissional que deve prevalecer;
- O bastão, que define o poder do contador de modificar a situação patrimonial se necessário for;
- As duas serpentes, que lembram a sabedoria que o contador possui ao longo de seu período de estudo e atuação, mas que deve ser renovada a cada ciclo de sua formação;
- As asas, que representam a diligência que o contador deve resguardar com a mesma prudência e eficácia que destina à salvaguarda dos ativos patrimoniais;
- E finalmente, o elmo, que simboliza os pensamentos elevados que o contador deve manter para auxiliar as empresas a sobreviverem financeira e dignamente nesta turbulência econômica e política em que o Brasil se encontra atualmente.
Para os profissionais já despertos deste sono profundo, basta aprimorar seus conhecimentos e permanecer com vigor idêntico de quando se formaram, em constante luta pelo aprendizado, com posicionamento diretivo e firme de que são ilibados no que tange à conduta moral e ética.
Para os filhos adormecidos: bom dia! Acordem para atuar conforme requer o título que reverenciaram.
Para ambos: estejamos confiantes de que atuantes, com decisões coesas pertinentes à nossa profissão, continuaremos na batalha, vencendo os desafios diários, sem nos deixar levar pelo lado mais fácil de contorná-los. E, acima de tudo, sem nos intimidarmos por uma minoria que deixa estigmas não tão positivos que os numerários ilícitos favorecem.
O contador, como qualquer outro profissional, quando realmente "veste" a camisa de seu time, trabalha tanto quanto um médico plantonista ou quanto um engenheiro de projetos. Estuda livros do início ao fim, pondera decisões tal qual um grande advogado, porém, nem sempre traduz em sua profissão o deslumbre que as demais provocam aos olhos da sociedade.

Walkyria Cozzi Coimbra é auditora, perita contadora e professora na UNIBR e FECAP.