Prova ocorre em 6 e 7 de novembro.
Consórcio entre Cespe e Cesgranrio elaborará exame.
As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano ocorrem entre 21 de junho e 9 de julho, anunciou nesta quarta-feira (9) o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Joaquim José Soares Neto. A data das provas foi confirmada para 6 e 7 de novembro.
Em coletiva à imprensa em Brasília, Soares Neto afirmou ainda que a elaboração da prova será feita por consórcio entre o Cespe e o Cesgranrio, como foi feito no ano passado, em caráter de urgência, após o vazamento da primeira prova, elaborada pelo consórcio Connasel.
A nota do Enem pode ser usada pelos estudantes para ingressar em universidades públicas e particulares. A expectativa é de que a edição deste ano tenha 6 milhões de estudantes inscritos.
O exame continuará com 180 questões de múltipla escolha e uma redação. A novidade para a edição deste ano é a inclusão de língua estrangeira, segundo informações da Agência Brasil. No momento da inscrição, o aluno deverá escolher entre o inglês e o espanhol.
No primeiro dia do exame (6 de novembro), as provas serão de ciências da natureza e humanas, cada uma com 45 questões. No domingo (7 de novembro), os candidatos serão avaliados em matemática e linguagens, cada uma com 45 questões, e também terão de fazer uma redação. No primeiro dia, o exame começará às 13h e acabará às 17h30. No segundo dia, os estudantes terão uma hora a mais e a prova terminará às 18h30.
Será cobrada a mesma taxa de inscrição das edições passadas, R$ 35. Os alunos de escolas públicas são isentos.
Na coletiva, a secretária de Educação Superior, Maria Paula Dallari, também anunciou que 15 instituições de ensino superior públicas oferecerão 16 mil vagas em cursos no Sistema de Seleção Unificada (SiSU) do meio do ano. As inscrições vão desta quinta-feira (10) até segunda-feira (14).
Confira a lista de instituições participantes e as vagas oferecidas
Além disso, a secretária afirmou que as inscrições para o Programa Universidade para Todos (ProUni), que concede bolsas de 25% a 100% a estudantes para cursarem universidades particulares, ocorrerão entre os dias 15 e 19 de junho.
Os formulários de inscrição serão disponibilizados no site do Ministério da Educação (MEC). Podem participar do ProUni estudantes que tenham tido nota mínima de 400 no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2009, que não tenham zerado na redação.
Os requisitos para buscar uma bolsa do ProUni são:
- Não ter diploma de nível superior
- Ter renda renda familiar mensal per capita que não exceda o valor de um salário-mínimo e meio a três salários mínimos
- Ter cursado o ensino médio completo em escola da rede pública
- Ter cursado o ensino médio completo em instituição privada, na condição de bolsista integral da respectiva instituição
- Ter cursado todo o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada, na condição de bolsista integral na instituição privada
- Ser portador de deficiência
- Ser professor da rede pública de ensino, no efetivo exercício do magistério da educação básica e integrando o quadro de pessoal permanente da instituição pública
As seis chamadas do ProUni ocorrerão em 21 de junho, 7 de julho, 21 de julho, 29 de julho, 5 de agosto e 12 de agosto.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
quinta-feira, 27 de maio de 2010
UNIBR abre inscrições para Vestibular
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Julho significa férias, mas para muitos, pode ser um período de novas oportunidades, como por exemplo, ingressar em uma faculdade.
Para o diretor geral da Unibr, prof. Danilo Nunes, os candidatos que prestam o vestibular no meio de ano, preponderantemente não são alunos recém formados no Ensino Médio. Ressalta ainda tratar-se de excelente oportunidade para aqueles que precisam e querem continuar os seus estudos, buscando uma diplomação superior, fato que, ainda, infelizmente, atinge uma pequena fatia da população ativa do Brasil”.
Na Unibr, o vestibular de meio de ano será no dia 19 de junho, às 14h, localizada na Avenida Capitão Mor Aguiar, nº. 798, Bairro Centro, em São Vicente.
Os cursos oferecidos são: Administração, Comércio Exterior, Letras, Ciências Contábeis, Gestão Ambiental, Petróleo e Gás, Gestão Portuária, Gestão Financeira e Gestão de Recursos Humanos. Todos os cursos proporcionam vagas noturnas, (administração também oferece vagas no período diurno). O Valor da taxa de inscrição é de R$ 20,00 reais e deve ser feita pelo site www.unibr.com.br, ou Setor de Atendimento ao Aluno. Para mais informações 0800.771.1213 ou 3569.8200
Juliana Molinari
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Ilha Diana

Os alunos do 7º semestre de turismo da Unibr, sob orientação da professora Rosa Maria Tamizari, fizeram um estudo do potencial turístico da Ilha Diana, localizada em Santos.
Pautado na preocupação da questão autenticidade, se faz necessário um estudo mais aprofundado da fomentação do turismo em quaisquer regiões. O impacto causado nas populações poderá ser indelével, descaracterizando para sempre a cultura de uma comunidade receptora. Por isso, respeitar o ambiente onde essas comunidades estão inseridas é a palavra de ordem.
O turismo pode e deve trazer benefícios culturais como a promoção da cultura e a sua sobrevivência, renovada pelo interesse despertado pelos turistas, a revalorização dos costumes locais e uma maior troca cultural. Tudo isso pode ser possibilitado e bem administrado através do Turismo de Base Comunitária que prevê requisitos importantes baseado no tripé: planejamento, preservação e sustentabilidade.
Proposta do Projeto
Estudo para diagnosticar a situação atual do núcleo comunitário Ilha Diana, através de levantamentos de dados identificando suas potencialidades, e orientando-os ao fomento de Turismo de Base Comunitária.
A partir desse estudo, identificar quais são os possíveis atrativos que a comunidade em questão tem para oferecer, e transformá-los em produtos turísticos.
Localizada na Foz do Rio Diana, na Área Continental de Santos, o bairro Ilha Diana é um exemplo de povoado caiçara, que hoje ainda subsiste, embora com dificuldades.
A comunidade da Ilha Diana é formada pela miscigenação de indígenas, colonizadores portugueses e em menor escala de escravos africanos.
Dentro desta complexidade, escolhemos como objeto de nosso estudo a comunidade da Ilha Diana, por se tratar possivelmente do único grupo que apresenta elementos ainda vivos da cultura caiçara e do turismo de base comunitária, em Santos.
Professora Rosa Maria Tamizari
quarta-feira, 19 de maio de 2010
UNIBR promove evento cultural

A UNIBR realizará a II Virada Cultural, ou melhor, a Semana Cult 2010. É o novo nome do evento organizado pela Faculdade de São Vicente. Comprometida com a cultura local e global, saindo dos limites estabelecidos pelas salas de aulas, a UNIBR criou esse evento destinado a apresentação de manifestações culturais, produto de trabalhos dos alunos, professores e toda a comunidade acadêmica.
A proposta da UNIBR é criar um espaço interativo de produção acadêmica, que leva cultura e entretenimento aos alunos e a população da região. “Desenvolvimento X Sustentabilidade da Baixada Santista" é o tema da Semana Cult 2010. As atrações do evento são palestras, músicas, danças, intervenções teatrais, mágicas, bandas e o Lançamento do Projeto RevelaAÇÃO.
Nomes conceituados na região ministrarão as palestras, como o Delegado Federal Protógenes Queiroz, que comandou a Operação Satiagraha, o Deputado Federal Márcio França, o Secretário de Meio Ambiente de Santos, Fabio Alexandre Nunes, o Fabião, a vereadora Telma de Souza, entre outros.
Oficinas, mini-cursos, exposições, teatro, festivais gastronômicos também fazem parte da programação da Semana Cult. Dentre as apresentações, diversos artistas dos projetos da Secretária de Cultura de São Vicente se apresentarão e o encerramento da Semana será feito pela banda Carlos Bronson.
Com o apoio da Secretaria de Cultura de São Vicente, a Semana Cult 2010 da UNIBR acontecerá entre os dias 31 de maio e dois de junho, a partir das 8h, no período da manhã, e a partir das 19h30, no período da noite, nas salas, pátios e ginásio da Faculdade.As inscrições já estão abertas pelo site, www.unibr.com.br.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
UNIBR firma parceria com Secretaria de Esportes

Com o objetivo de consolidar o papel institucional da Unibr, a Diretora Acadêmica Solange Padilha e Márcio Grima, coordenador dos Projetos Sociais, reuniram-se com o Secretário Adjunto de Esportes de São Vicente, Paulo Sérgio Carvalho de Nascimento, e o assessor parlamentar, professor Irapuan Ruas, para firmarem parceria em Projetos Sociais.
“Projeto Guri” e “Educantar” são os primeiros projetos no qual a Unibr participará. A reinuão acontecu no ultimo fim de semana, no Centro Esportivo Robinho.
Os 60 meninos, de oito a 13 anos, que fazem parte do Projeto Guri, serão os novos atletas das equipes mirins de futebol de salão da Unibr. Já as crianças do Educantar, que possuem a mesma idade, formarão o Coral da Faculdade. Todos são da comunidade vicentina.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Alunos da UNIBR fazem Imposto de Renda

Os alunos da Unibr auxiliaram na confecção do Imposto de Renda da comunidade de São Vicente. Foi o Projeto Safári 2010, desenvolvido pela Escola de Negócios da Instituição, sob coordenação da Professora Marta Rufino e idealizado pela Professora Creusa Santos.
Os 80 alunos voluntários da Unibr que participaram do Projeto tiveram um mês de treinamento, onde aprenderam como abordar o cliente e quais eram os documentos obrigatórios para elaboração do IR. O treinamento foi dado pelas professoras Marta e Creusa.
O Projeto Safári foi criado com o objetivo de proporcionar vivencia ao aluno do atual mercado de trabalho, ou seja, desenvolver na prática a teoria aprendida em sala de aula. A atividade envolveu alunos dos cursos de Administração de Empresas, Ciências Contábeis, Marketing, Logística e Turismo.
“Para os alunos, foi um ganho inestimável de conhecimento, além da oportunidade de exercer a cidadania e, principalmente, a integração dos alunos de outros cursos”, afirmou a professora Marta.
A comunidade ainda teve a oportunidade de usufruir do serviço com um custo simbólico de seis reais para ter acesso a outras informações. Outros professores voluntários que também colaboraram para o sucesso do Projeto foram Sérgio Carvalhal, Márcio Grima e Rosana.
“A duração do projeto foi de seis sábados subseqüentes e aconteceu com a participação de pelo menos 15 alunos por períodos. Os alunos já mostraram saudade dessa atividade”, ressaltou a Coordenadora do Projeto.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Pequenos podem adotar regras contábeis internacionais
Por Marco Antonio Papini
O Conselho Federal de Contabildade aprovou, em dezembro de 2009, a norma contábil (CPC-PME) para as pequenas e médias empresas, derivada da IFRS for SMEs, e que estava sendo analisada pela IASC (antiga IASB), desde o ano de 2003.
A primeira versão desta norma contábil ainda é muito recente para avaliarmos se trará benefícios ou malefícios, pois, em alguns casos, a simplificação da norma poderá trazer dúvidas e interpretações errôneas, em vez de simplificar a elaboração das demonstrações financeiras. De qualquer forma, este é um grande avanço que, ao longo dos anos, deverá ser consolidado.
A grande vantagem desta norma é a desmistificação de que as normas internacionais de contabilidade não são aplicáveis às pequenas e médias empresas. A complicação maior envolvendo as normas internacionais ocorre nas grandes empresas, que realizam operações mais complexas.
Na verdade, a implantação das normas internacionais de contabilidade nas empresas de menor porte é mais simples do que parece, se estas tiverem uma contabilidade organizada. Ocorre que, em muitos casos, a contabilidade das empresas mal atendia à legislação fiscal, quanto mais à legislação societária.
As empresas de auditorias nacionais e internacionais já auditam diversas empresas internacionais de pequeno e médio portes, que preparam suas demonstrações contábeis conforme a legislação brasileira, e de acordo com as IFRS para o exterior. Nem por isso elas possuem um custo de processamento contábil absurdo.
Ademais, a própria definição do que vem a ser uma pequena ou média empresa é extremamente subjetiva, mesmo quando são utilizados critérios quantitativos, tais como receitas, ativos, número de empregados e patrimônio líquido. Para esta norma, no entanto, as pequenas e médias são aquelas que não têm capital aberto, mas divulgam suas demonstrações financeiras para usuários externos.
No Brasil, este grupo é representado por grande parte das empresas. São elas as de capital fechado, as entidades que devem prestar contas aos órgãos reguladores e as limitadas, que dependem do capital de terceiros para financiar suas operações, por exemplo.
Ou seja, uma empresa com capital aberto nunca poderá utilizar este pronunciamento, exceto se uma regulamentação específica vier a permitir.
O objetivo da norma “PME” é informar para um grande número de usuários sobre a posição patrimonial e seu desempenho, bem como a geração de caixa, porém sem fornecer dados específicos que o usuário da informação contábil deseje obter.
Viu-se publicado recentemente que este pronunciamento consolida todas as normas da IASB em 203 páginas, enquanto as IFRS para as outras empresas contêm mais de 2.000, dando a entender que isso, por si só, é um fator simplificador na elaboração das demonstrações financeiras.
Apenas a prática vai demonstrar se realmente vale a pena elaborar demonstrações financeiras de acordo com a norma SMEs. A essência das normas da IASB não foi alterada, ou seja, a primazia da essência sobre a forma, assunto que tem deixado os contadores bastante preocupados, continua prevalecendo na elaboração das demonstrações financeiras. Também não foram abolidos o regime de competência, o balanço patrimonial, a demonstração do resultado e a demonstração dos fluxos de caixa.
A norma reconhece que após dois anos ela própria deverá ser revista, pois após este período, um grande número de entidades deverá ter publicado suas demonstrações financeiras de acordo com esta norma e, com isso, poderão ser analisados seus pontos fortes e fracos, havendo alterações quando necessário
Parece claro, no entanto, que sua simplificação se alicerça em cinco tópicos:
1. Alguns assuntos foram omitidos, pois não são atividades típicas deste segmento de empresas.
2. Utilização de alguns tratamentos alternativos não permitidos.
3. O reconhecimento e a mensuração dos princípios estão confusos e complicados.
4. Há excesso de notas explicativas.
5. A apresentação das demonstrações financeiras também requer uma abordagem mais clara e simples.
O que de fato é importante nesta norma é que a IASB começa a se preocupar com as médias empresas — exceto as pequenas —, administradas por seus sócios, que possuem pleno conhecimento de suas operações, ou pelo menos deveriam possuir.
Diante disso tudo, parece não haver condições de implantação desta norma no Brasil antes de 2011, até porque 2010 será crucial para as empresas de capital aberto no Brasil e para os profissionais da área contábil, já que nesta data, todas as IAS/IFRS deverão estar introduzidas por meio dos CPCs, normas emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis. Além disso, 2010 será o ano de transição para as normas da IASB nas empresas registradas na Comissão de Valores Mobiliários.
Para grande parte das médias empresas, a introdução da norma PME é igual à aplicação das normas completas da IASB, pois não existe um grande grau de complexidade na elaboração destas demonstrações financeiras.
A adoção de normas financeiras internacionais para elaborar as demonstrações financeiras será bem vista pelos seus usuários externos, pois haverá uma padronização em termos globais, e servirá para desmitificar que a elaboração de demonstrações contábeis com padrões internacionais tenha um custo exorbitante.
Os usuários externos também refletirão com mais propriedade a posição patrimonial e financeira das entidades. É fato que as primeiras demonstrações financeiras IFRS, para as entidades que adotavam a legislação fiscal brasileira como prática contábil, trarão enorme impacto patrimonial em sua adoção.
Mas, trazendo ou não impactos patrimoniais, as pequenas e médias empresas devem urgentemente iniciar o processo de implantação das IFRS, (Lei 11.638/07 e CPC), seja o arcabouço completo ou o CPC-PME, pois muito rapidamente os stakeholders irão exigir demonstrações contábeis neste padrão, e os recursos financeiros de terceiros se tornarão escassos ou inexistentes para as empresas que negligenciarem a modernização da contabilidade.
O Conselho Federal de Contabildade aprovou, em dezembro de 2009, a norma contábil (CPC-PME) para as pequenas e médias empresas, derivada da IFRS for SMEs, e que estava sendo analisada pela IASC (antiga IASB), desde o ano de 2003.
A primeira versão desta norma contábil ainda é muito recente para avaliarmos se trará benefícios ou malefícios, pois, em alguns casos, a simplificação da norma poderá trazer dúvidas e interpretações errôneas, em vez de simplificar a elaboração das demonstrações financeiras. De qualquer forma, este é um grande avanço que, ao longo dos anos, deverá ser consolidado.
A grande vantagem desta norma é a desmistificação de que as normas internacionais de contabilidade não são aplicáveis às pequenas e médias empresas. A complicação maior envolvendo as normas internacionais ocorre nas grandes empresas, que realizam operações mais complexas.
Na verdade, a implantação das normas internacionais de contabilidade nas empresas de menor porte é mais simples do que parece, se estas tiverem uma contabilidade organizada. Ocorre que, em muitos casos, a contabilidade das empresas mal atendia à legislação fiscal, quanto mais à legislação societária.
As empresas de auditorias nacionais e internacionais já auditam diversas empresas internacionais de pequeno e médio portes, que preparam suas demonstrações contábeis conforme a legislação brasileira, e de acordo com as IFRS para o exterior. Nem por isso elas possuem um custo de processamento contábil absurdo.
Ademais, a própria definição do que vem a ser uma pequena ou média empresa é extremamente subjetiva, mesmo quando são utilizados critérios quantitativos, tais como receitas, ativos, número de empregados e patrimônio líquido. Para esta norma, no entanto, as pequenas e médias são aquelas que não têm capital aberto, mas divulgam suas demonstrações financeiras para usuários externos.
No Brasil, este grupo é representado por grande parte das empresas. São elas as de capital fechado, as entidades que devem prestar contas aos órgãos reguladores e as limitadas, que dependem do capital de terceiros para financiar suas operações, por exemplo.
Ou seja, uma empresa com capital aberto nunca poderá utilizar este pronunciamento, exceto se uma regulamentação específica vier a permitir.
O objetivo da norma “PME” é informar para um grande número de usuários sobre a posição patrimonial e seu desempenho, bem como a geração de caixa, porém sem fornecer dados específicos que o usuário da informação contábil deseje obter.
Viu-se publicado recentemente que este pronunciamento consolida todas as normas da IASB em 203 páginas, enquanto as IFRS para as outras empresas contêm mais de 2.000, dando a entender que isso, por si só, é um fator simplificador na elaboração das demonstrações financeiras.
Apenas a prática vai demonstrar se realmente vale a pena elaborar demonstrações financeiras de acordo com a norma SMEs. A essência das normas da IASB não foi alterada, ou seja, a primazia da essência sobre a forma, assunto que tem deixado os contadores bastante preocupados, continua prevalecendo na elaboração das demonstrações financeiras. Também não foram abolidos o regime de competência, o balanço patrimonial, a demonstração do resultado e a demonstração dos fluxos de caixa.
A norma reconhece que após dois anos ela própria deverá ser revista, pois após este período, um grande número de entidades deverá ter publicado suas demonstrações financeiras de acordo com esta norma e, com isso, poderão ser analisados seus pontos fortes e fracos, havendo alterações quando necessário
Parece claro, no entanto, que sua simplificação se alicerça em cinco tópicos:
1. Alguns assuntos foram omitidos, pois não são atividades típicas deste segmento de empresas.
2. Utilização de alguns tratamentos alternativos não permitidos.
3. O reconhecimento e a mensuração dos princípios estão confusos e complicados.
4. Há excesso de notas explicativas.
5. A apresentação das demonstrações financeiras também requer uma abordagem mais clara e simples.
O que de fato é importante nesta norma é que a IASB começa a se preocupar com as médias empresas — exceto as pequenas —, administradas por seus sócios, que possuem pleno conhecimento de suas operações, ou pelo menos deveriam possuir.
Diante disso tudo, parece não haver condições de implantação desta norma no Brasil antes de 2011, até porque 2010 será crucial para as empresas de capital aberto no Brasil e para os profissionais da área contábil, já que nesta data, todas as IAS/IFRS deverão estar introduzidas por meio dos CPCs, normas emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis. Além disso, 2010 será o ano de transição para as normas da IASB nas empresas registradas na Comissão de Valores Mobiliários.
Para grande parte das médias empresas, a introdução da norma PME é igual à aplicação das normas completas da IASB, pois não existe um grande grau de complexidade na elaboração destas demonstrações financeiras.
A adoção de normas financeiras internacionais para elaborar as demonstrações financeiras será bem vista pelos seus usuários externos, pois haverá uma padronização em termos globais, e servirá para desmitificar que a elaboração de demonstrações contábeis com padrões internacionais tenha um custo exorbitante.
Os usuários externos também refletirão com mais propriedade a posição patrimonial e financeira das entidades. É fato que as primeiras demonstrações financeiras IFRS, para as entidades que adotavam a legislação fiscal brasileira como prática contábil, trarão enorme impacto patrimonial em sua adoção.
Mas, trazendo ou não impactos patrimoniais, as pequenas e médias empresas devem urgentemente iniciar o processo de implantação das IFRS, (Lei 11.638/07 e CPC), seja o arcabouço completo ou o CPC-PME, pois muito rapidamente os stakeholders irão exigir demonstrações contábeis neste padrão, e os recursos financeiros de terceiros se tornarão escassos ou inexistentes para as empresas que negligenciarem a modernização da contabilidade.
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